CHEGA DE SUBMISSÃO! QUEREMOS ASSEMBLEIA UNIVERSITÁRIA PARA DISCUTIR AUTONOMIA!

Publicado: 30/07/2013 em Temas para discussão e reflexões
Diz o Informativo UEM: “Reitor defende a autonomia universitária”. A única coisa verdadeira nessa frase são as aspas. Ora, o reitor Júlio Santiago diz que a autonomia é essencial para a UEM (o que é verdade), mas nunca, em nenhum momento, sequer tentou formular um projeto real e novo para a universidade, o que quer dizer que sua “defesa” não passa de propaganda. Ao que parece, a reitoria realmente acredita (ou finge acreditar) na ideia falaciosa e abstrata de que somos “a melhor universidade do Paraná”, e que as coisas estão muito bem desse jeito mesmo e não precisamos fazer mais nada. Uma caminhada pelo campus é suficiente para constatarmos que a “melhor do Paraná” tem muitos problemas, e por isso precisamos nos contrapor a esses argumentos hipócritas da reitoria, que em nada ajudam na luta por uma universidade realmente Pública, Gratuita, de Qualidade e Autônoma.
Há décadas, a UEM e as demais universidades estaduais do Paraná se tornaram reféns de políticas governamentais de sucateamento da educação, onde os recursos estão cada vez mais escassos. A administração da UEM, a cada ano que passa, pela sua ineficiência e incompetência, perde sua força política (ou o que resta dela). Em entrevistas ao Diário (27/06/2013) e ao Informativo UEM (03/07/2013), a reitoria disse que existe um “intenso diálogo” com os governantes do Estado em relação à autonomia universitária, mas esse “diálogo” apenas afirma a continuidade da submissão hierárquica, onde quem determina os rumos da Universidade é o próprio Estado, e o reitor, de cabeça baixa, acata a cartilha autoritária e centralizadora de Curitiba.
As universidade paulistas — Unesp, USP e Unicamp —, que possuem autonomia universitária desde 1989, não a conquistaram simplesmente pelo “intenso debate político”, mas com efervescência social, com movimentos sociais de estudantes e trabalhadores que reivindicavam urgentes melhorias e investimentos na educação. A importância e força desses movimentos para a conquista da autonomia foi reconhecida pelos próprios reitores, vice-reitores e ex-reitores que participaram de um fórum público, em março deste ano, na UEM, sobre autonomia universitária. Aliás, a reitoria da UEM nem mesmo se deu o trabalho de aparecer para debater publicamente um assunto de suma importância para comunidade acadêmica, mesmo tendo sido convidada para fazer a abertura do evento. Então perguntamos: quem eles acham que estão enganando?
A mobilização social é urgente para defender o ensino público e criar uma educação que realmente desenvolva o ser humano de forma digna. Autonomia universitária vai muito além de gerenciamento financeiro. É a possibilidade da transformação, tanto administrativa quanto política e econômica. É a propriedade de direcionar a universidade pública com base num projeto emancipatório.
Mas você se pergunta: “certo, vocês só criticaram, mas qual é a proposta de vocês?” Um projeto de real autonomia universitária é complexo e só pode ser formulado coletivamente. Não temos a resposta pronta, mas estamos estudando e movimentando para construir esse projeto, e não podemos lutar sozinhos. Por isso, quer seja você aluno, professor, técnico ou da comunidade externa, venha participar das nossas discussões e construir o projeto conosco. A UEM é pública (pelo menos por enquanto) e sua situação influencia, para o bem e para o mal, toda a sociedade. Como diz a frase comumente atribuída a Marx, ESTA HISTÓRIA É SOBRE VOCÊ.

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