Arquivo da categoria ‘Políticas de assistência estudantil’

por Ailton Souza dos Santos

O título mais coerente para essa notícia deveria ser  Graças a denúncia da servidora técnica – Maria Estela Afonso a administração central está investindo cerca de R$ 50 mil na melhoria da iluminação do câmpus sede da Universidade Estadual de Maringá.

Pois foi após a denúncia a uma rede de televisão que administração central da UEM começou a tomar providências quanto ao completo abandono das iluminações no campus sede, mais visível no período noturno. A servidora sugeriu a matéria denunciando o descaso da prefeitura do campus da UEM. A a situação estava vergonhosa, colocando em risco a segurança de acadêmicos, servidores técnicos, docentes e até da própria segurança patrimonial, visto os vários locais de completa escuridão. Um descaso da gestão atual da UEM e do Sinteemar que em nenhum momento de pronunciou a favor dos trabalhadores dessa instituição a qual ele representa.  Foi preciso uma ação isolada, mas contundente de uma servidora, trabalhadora e filiada ao sindicato. Denúncia essa que expôs uma das “melhores universidades” do Paraná, Brasil e do mundo. Quais os parâmetros para esse título? Com certeza não são as condições de trabalho,  das instalações, dos blocos não terminados, e daqueles que terminados apresentam problemas que morosamente ou não são solucionados, da casa casa do estudante que está só na base de concreto há muito tempo, muito menos deve ser pela concha acústica que não sai do papel. Devemos nos orgulhar desse título?? Melhor em que? produção científica apenas ? Precisamos repensar a UEM e todos os seus aspectos, e não somente valorizar um, e para isso isso temos que ter um sindicato forte e presente e uma administração comprometida com essas mazelas, e não somente ações isoladas, mas sim pessoas reunidas para propor soluções imediatas, pois a maoria das denúncias isoladas ficam ao vento não são levadas a sério. Isso tudo somente para exemplificar, pois não toquei  na falta de contratação de técnicos e de docentes, nas precárias condições de funcionamento de cursos criados por atos executivos e deferidos pelo COU, muita vezes refém da situação criada. Com certeza existem mais problemas que não foram citados aqui. Porquê o jornal da UEM e o informativos somente mostram o que dá certo o que é belo as olhos da sociedade ?? Cadê o espaço de discussão com toda a comunidade acadêmica de todos os problemas que a UEM enfrenta, os conselhos nos representa em 15% para servidores técnicos e 15 % de acadêmicos, queremos ser respeitados igualitariamente, chega de 70, 15, 15 na UEM e um sindicato pelego para os servidores, somos universais e iguais.

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Abaixo o texto publicado o informativo 1046 da UEM

“A administração central está investindo cerca de R$ 50 mil na melhoria da iluminação do câmpus sede da Universidade Estadual de Maringá.

As ações incluem reposição de lâmpadas, implantação de novos pontos de luz e instalação de iluminação rebaixada em áreas com maior concentração de árvores. Boa parte do projeto já está concluída, segundo informou o engenheiro da Prefeitura do Câmpus, Lourival Zamuner. Ao longo desta semana, será concluída a iluminação no trecho que vai desde a rotatória do Parque Ecológico até o Bloco K-10, próximo ao Lepac.Na etapa seguinte, o trabalho de iluminação será feito na área entre os Blocos K-10 e M-40, aproveitando o posteamento já existente. Estão sendo instaladas lâmpadas de 150 e 200 watts de mercúrio. Zamuner adianta que o trabalho está sendo executado por uma empresa terceirizada, em parceria com a PCU.“Todo esse investimento visa a aumentar a segurança dentro do câmpus, garantindo maior tranquilidade à comunidade universitária”, disse o reitor Júlio Santiago Prates Filho.Outras informações e solicitações relativas à iluminação podem ser obtidas na PCU, pelo ramal 4130, com Zamuner. Ou pelo ramal 4369, com Paulo.”

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Carlos Rico – servidor da UEM e membro do MEK – Movimento pela Educação Além do Capital

Não é novidade para ninguém a situação da UEM, os problemas trazidos à tona, sobretudo com a chegada do PSDB ao governo do Paraná, na figura de Beto Richa. Não é novidade também o processo de paulatina retirada de direitos dos trabalhadores desde os governos FHC/Lerner, e mesmo nos governos Requião/Lula, pra ficar no caso específico do Paraná, governos, inclusive, que se reivindicavam (ainda se reivindicam, uma vez que o governo Lula continuou com a eleição da sua apadrinhada, Dilma) como representantes dos trabalhadores na esfera executiva do poder.

No que nos interessa de imediato, o ataque aos trabalhadores do setor público é contundente. Toda a enrolação nas negociações dos PCCSs técnico e docente demonstram o total descompromisso do governo estadual com o serviço público. A aprovação de um reajuste salarial dos professores das IES em 4 parcelas de 7,14% à partir de 2012, conseguido depois de intensos diálogo e mobilizações, e a quase imposição de um plano de carreiras para os técnicos, que na prática não alterou os critérios de promoção e progressão na carreira, apenas deu reajustes na tabela salarial, na verdade, apenas uma recuperação dos salários, uma vez que não houve aumento real dos salários nos últimos anos, e que ainda não contemplou todos os servidores das universidades, na prática só interessa às pretensões do governo Richa, fiel representante dos interesses dos ricos e poderosos.

A aprovação, no final de 2012, de uma alteração nas contribuições previdenciárias dos servidores públicos do estado do Paraná é outro sinal do desrespeito do governo Richa. Os trabalhadores da ativa, isto é, não aposentados, contribuirão, à partir de abril de 2013, com 11% sobre o seu salário base, enquanto que servidores aposentados com salário superior a R$3.900,00 passarão a contribuir com os mesmos 11% dos servidores da ativa.

Há também um plano de custeio do SAS – plano de saúde dos servidores públicos paranaenses que já funciona a duras penas -, que prevê uma contribuição e pagamento conjuntos entre governo e servidores para utilização dos serviços do SAS. O que já funciona com tantos problemas e só serve para injetar dinheiro público na iniciativa privada, uma vez que há recursos do SUS no SAS – é só observar o hospital Santa Rita, que teve um crescimento gigantesco depois que começou a atender SAS e SAMA (dos funcionários da prefeitura de Maringá) -, agora é jogado como responsabilidade dos trabalhadores.

Ora, quem tiver contato com o orçamento do governo do estado e do governo federal, vai poder entender os motivos desses exercícios de ataque aos trabalhadores. Tanto o governo estadual , como o governo federal se apresentam como representantes dos interesses dos ricos e poderosos. Para se ter uma ideia mais ou menos precisa sobre essa afirmação, é só ver o que o governo federal gastou em saúde e educação e o que gastou com pagamento à banqueiros nos ano de 2012. Enquanto que serviços tão essenciais como saúde e educação tiveram investimentos de 3,98% e 3,18% respectivamente, os bancos receberam 47,19% de todo o dinheiro que o governo tinha disponível. E pra ficar mais claro, a suposta dívida pública que determina esse pagamento abusivo, é oriunda de uma política fiscal que favorece o mercado financeiro desde FHC. Os governos federal e estadual deixam explícitos os interesses que defendem: os dos ricos e poderosos – tiram dos trabalhadores e dão mais aos patrões não satisfeitos com a exploração que fazem contra aqueles.

E o que o SINTEEMAR tem com isso?

É preciso lembrar que o sindicato é um tipo de organização de defesa dos interesses de classe -daquele seguimento que representa, como no nosso caso, dos trabalhadores em estabelecimentos de ensino; e de apoio às causas diversas dos trabalhadores. Ora, o que é a ACIM, por exemplo, que um tipo de organização de classe, que ferozmente defende os interesses da sua classe, um tipo de sindicato dos patrões do comércio e da indústria?

O sindicato de trabalhadores, seja ele de qual segmento for, não pode se negar ou se omitir na defesa dos trabalhadores, seja em causas diretas, como as salariais ou de jornada de trabalho, para ficar nos exemplos mais comuns da luta dos trabalhadores;  seja em causas indiretas, como as questões gerais da sociedade, como as que discutem a saúde pública, o transporte e a educação, por exemplo, mas que dizem respeito direto à vida dos trabalhadores, uma vez que estes são dependentes últimos das políticas de Estado, já que, na sua maioria, recebem salários que mal servem para alimentação e moradia.

E pensando nos elementos trazidos anteriormente, a atuação do SINTEEMAR deixou muito a desejar nos últimos anos. É só ver os resultados da condução das negociações dos PCCSs técnico e docente, onde professores tiveram um aumento dado em quatro anos, e os técnicos tiveram uma readequação da tabela salarial com desmonte da carreira e ainda há aqueles servidores que não receberam um centavo a mais na nova tabela. Para os servidores técnicos que entrarem nas universidades hoje, as condições de progressão e promoção na carreira são um fator muito negativo: terão que esperar 7 ou 11 anos para atingirem algum benefício salarial da nova tabela.

Sem falar na relação com a administração da UEM, que segue fielmente a cartilha do governo do PSDB. Os casos mais emblemáticos são os das horas extras, onde houve um corte drástico dos serviços em horários extraordinários, como se os servidores estivessem roubando a universidade e não tapando os buracos da falta de funcionários e da grande expansão física do câmpus-sede, e os problemas dos trabalhadores do Restaurante Universitário, fortemente perseguidos pela administração da UEM, na figura do cargo de confiança da reitoria dentro do setor.

Nestes casos e em outros de menor visibilidade, a diretoria do sindicato fez a todo momento, um esforço enorme para evitar choques com a administração da UEM. Em várias assembleias, servidores do RU, da zeladoria, do CAP, entre outros, pediram a palavra para relatar os problemas dos seus setores e cobraram o apoio do sindicato, que quase sempre era seguido de uma fala do presidente “deixa pra lá”.

Como dito no início, o compromisso imediato do sindicato deve ser de defesa incondicional dos trabalhadores, dos seus interesses, dos interesses da classe. A reitoria e o governo do estado são a representação para o servidordos interesses dos ricos e poderosos, que se chocam contra os interesses dos trabalhadores. Por exemplo, os governos investem quase metade ou mais de todo o dinheiro dos impostos arrecadados nos bancos, enquanto que investem pouco mais de 6% em saúde e educação juntas.

Das situações mais triviais às mais escandalosas, dos choques com as ações autoritárias da administração da universidade e a situação de sucateamento da UEM, ao PCCS técnico que só servirá ao governo e seu desejo de privatizar e as mudanças nas contribuições previdenciárias, o que se vê é um cenário em que se percebe uma retirada lenta dos direitos dos trabalhadores, conquistados com enormes sacrifício e disposição, enquanto diretorias sindicais descomprometidas e, até certo ponto, aliadas às vontades dos inimigos da classe trabalhadora, assistem de camarote uma exploração cada vez maior daqueles que ferozmente deveriam defender.

Por estas e outras situações nos colocamos como mudança, por pensar em todos esses processos de encurralamento dos trabalhadores queremos Um Novo Rumo para o SINTEEMAR!

Sabemos a imensa importância que a Educação possui na vida de um indivíduo, pois, historicamente, ela é que faz o homem estanhar, criar, conhecer e descobrir o mundo. Ela é intrínseca ao ser humano; ela provém da consciência humana voltada à construção e transformação da realidade. A Educação é o conhecimento que emerge do cotidiano, das relações sociais, dos anseios da sociedade civil. Educação, em suma, desenvolve a inteligência, o caráter, a personalidade, o autodomínio e autodisciplina do indivíduo, sendo absolutamente necessária para a compreensão da vida.

Educação, certamente, está longe de ser apenas um meio disciplinador, pautado num regime autoritário que busca a transformação do indivíduo em um robô mental. Esse interesse que se resume em manipulação é plenamente do Estado que busca, através da coerção (leis e armas), o controle da massa social, para fazer do homem um mero animal produtivo que reproduz as determinações da ordem capitalista. O Estado, procurando satisfazer suas necessidades elementares, desatende à vida humana, precariza e desestrutura a Educação, conduzindo a sociedade para uma drástica crise histórica.

Para combater esse impasse que provém das contradições do Estado é preciso a participação e integração consciente de toda a sociedade, em especial, estudantes, docentes e técnicos, em parceria direta com órgãos e entidades, como sindicatos, que possam contribuir para o resgate da Educação enquanto humana(para a vida). Uma união social, ou melhor, uma luta coletiva que almeje a Autonomia para a Educação, evitando, ou eliminando, dentro das possibilidades e conquistas,as amarras que o Estado estabelece, principalmente, para as Universidades Públicas.

Nesse sentido, percebemos a urgente necessidade de desenvolver uma luta consciente e coletiva a favor da Autonomia Universitária, tendo em vista que a precarização da Educação em defesa do Capital só tende a aumentar. E a luta por essa Autonomia, com certeza, é muito mais ampla que uma autonomia financeira e administrativa, pois ela diz respeito ao futuro da Universidade, do planejamento aberto, com missão de melhorar ilimitadamente a vida humana. Uma Autonomia que consista no autodomínio, no comprometimento e na responsabilidade constante e concreta perante a Educação Pública, Gratuita e de Qualidade.

 

Pedro F. Barbosa (Acadêmico de Ciências Sociais – UEM; Membro do Movimento em Defesa da Educação para além do Capital (MEK). Maringá-PR, 19/12/2012.

por Ailton Souza dos Santos

MAIS UMA VEZ desde 2007 vamos falar dos problemas do RU. Problemas que veem de cima para baixo, da gestão da UEM, da pró-reitoria, da diretoria e da chefia do RU.

Pois mais uma vez faltam com o respeito aos servidores, pois o RU irá fechar a partir do dia 10 até o dia 21/12. Desconsideram centenas de servidores dentre os milhares que utilizam o Restaurante Universitário  estarão trabalhando até o dia 21/12.

Mais uma vez tratam o RU como se fosse para estudantes seguindo o calendário acadêmico e não o calendário de trabalho da UEM.

Mais uma vez desrespeitam a resolução que regulamenta o funcionamento do RU, que diz que o RU é para atendimento a comunidade acadêmica, lembrando que a comunidade acadêmica é composta por servidores técnicos, docentes e acadêmicos. Não podemos privilegiar um segmento em detrimento de outro, só porque é a maioria dos usuários, se assim for que a Resolução passe nos conselhos para nova redação. Sinto-me um fantoche no COU onde resoluções são aprovadas e não são seguidas em suas letras, usam da forma que acham melhor, os chefes, diretores e pró-reitores se acham acima do COU. Ficamos tardes e tardes inteiras discutindo regulamentos para serem aprovados e depois não respeitados?

Gostaria de saber o que a nossa diretora do DCT tem a dizer sobre o assunto, ela que foi diretora de sindicato e agora serve a atual gestão UEM como se fosse governo, indo e vindo contra os anseios da categoria, será que é porque não usa o RU ou porque está pensando somente no rendimento de sua função gratificada. Diretora, inclusive,  e pró-reitora e vice de RH citadas em abaixo assinado, com mais de mil assinaturas de servidores solicitando as vossas saídas, será que essas pessoas, mais de mil, estão erradas? A quem servem essas pessoas de FG –  ao governo que  aos poucos vai nos definhando, com cortes na carreira e terceirizações de serviços, esqueceram que são servidoras e que um dia voltarão para seus cargos de origem?

Mais uma vez, ficaremos sem refeição no período após o recesso até o início das aulas, desde 2007, um grupo de servidores solicitou subsídio da UEM para alimentação nesse período, desde 2007 aguardamos resposta da PJU se isso seria possível ou não. No ano que vem deveremos nos deparar com um problema maior ainda, uma reforma da cozinha do RU, que está em fase de licitação. O RU deverá ficar fechado por praticamente um ano, afetando toda a comunidade acadêmica, esperamos que os acadêmicos, após serem atingidos entrem nessa luta juntamente com os servidores, pois as reivindicações são convergentes.

Queremos saber as justificativas para essa reforma antes que se faça outro RU, a comunidade acadêmica não pode ficar um ano sem refeição.  A chefia do RU já foi representante no COU e no CAD dos servidores técnicos da UEM, o que acontece com essas pessoas quando assumem cargos de chefias??? Esquece-se de suas raízes, da categoria que os elegeu ???

Se tudo isso não bastasse ainda temos que conviver com a truculência do prefeito de Maringá, que diz que não aceitará “argumentações ridículas” dos conselheiros da UEM sobre a transposição viária através da universidade, quer nos fazer engolir o túnel sem discussão nos conselhos, indo buscar recursos no governo federal  para depois provavelmente pressionar que aprovemos tal medida, colocando assim também a população contra os conselhos para fazer sua vontade, que a meu ver pode ser “ridícula”.

Mais uma vez . . . , acrescente mais problemas que você vê na UEM que é de todos nós . . .

Por Ailton Souza dos Santos – representante técnico no COU da UEM

 

Está em discussão no COU – Conselho Universitário da UEM, como melhorar a segurança e o trânsito de veículos e pessoas  na UEM e através dela. Quanto ao trânsito é notório que a prefeitura de Maringá implantou o sistema binário sem um estudo prévio junto à comunidade universitária do impacto que isso poderia ocorrer no entorno e dentro da UEM nas suas vias de acesso. O caos está implantado, cabe ao COU discutir através da comissão de trânsito medidas para amenizar ou abolir os problemas enfrentados por pedestres, ciclistas e veículos dentro da UEM. Como bem dito por um conselheiro há mais de 20 entrosamentos viários na cidade de Maringá, a UEM é um deles, mas continuamente esse assunto volta à tona, colocando a sociedade contra a universidade, pois soa que os conselheiros do CAD e COU são contra qualquer medida de implantação de uma via que passe pela UEM interligando o centro à Vila Esperança. Minha opinião é que se tenham medidas que contenha esse trânsito de veículo através da UEM, mas que se tomem medidas urgentes ao entorno da UEM com abertura de vias para aumentar o fluxo de veículos, desde que não coloque em risco o trânsito de pessoas e veículos da comunidade interna (servidores técnicos, docente e acadêmicos), pois acima de tudo a universidade é uma instituição de ensino, por isso devemos ter vias com velocidades baixas, respeito à faixa de pedrestes e prezar pelo silêncio, já em que todos os períodos estão em pleno funcionamento com ministrações de aulas de graduações, laboratórios em funcionamentos e agentes administrativos trabalhando. O problema maios de engarrafamento do trânsito dentro da UEM foi gerado pela prefeitura de Maringá, esta deve trazer juntamente com a comunidade acadêmica, nas instâncias do CAD-Conselho de Administração e COU – soluções emergenciais, não se pode jogar todo o ônus estabelecido a UEM.

Quanto à segurança dentro do campus da UEM, este assunto entrelaça com  o trânsito, pois havendo um controle maior das passagens entre a UEM de veículos e pessoas, com certeza roubos em blocos, assaltos e outros tipos de ocorrências diminuiriam. Foi levantada a questão de usuários de drogas no campus, que cresce a cada dia, devemos perceber que a maioria dos usuários são os próprios acadêmicos, penso eu que essa questão é de cunho social e não policial. A UEM tem projetos de apoio a usuários de entorpecentes, trabalhando na conscientização do tema dentro da UEM, o que não pode é abrir para a policia tomar conta da situação e tratar usuários como traficantes, podendo assim causar um problema maior, pois a questão é social e não policial. A USP tomou a medida de abrir a universidade para rondas policiais e isso só tem aumentado o número de ocorrências entre acadêmicos e policia, pois possivelmente esses não estão treinados para lidar com esse tipo de abordagem que a meu ver é um papel da assistência social e não da força policial.

Outro perigo, a meu ver, é a crescente decisões isoladas de departamentos de cursos de graduação, que tomam medidas setoriais sem consultar o impacto que isso trará na segurança do servidor (docente e técnico)  no caso de acidentes de trabalho, pois são crescente os blocos que estão sendo fechados (uma entrada ou saída) dificultando sim a vida dos bandidos, mas também dos estudantes e técnicos que ficam com apenas uma opção de entrada e não de saída, pois em nome da segurança coloca-se em detrimento a segurança do trabalhador, que em caso de acidente no local de trabalho só terá uma alternativa para se evacuar do local, sem dizer que em dias de chuva o transito da comunidade acadêmica deve ser feito pelo lado do bloco e não através dele.  Defendo que esses blocos sejam fechados só em períodos de menor fluxo de pessoas, no caso da UEM no período noturno, além do mais já estão sendo colocadas câmeras nos corredores para diminuir a ação de vândalos em pequenos furtos, já registrados em período recente.

 

por Ailton Souza dos  Santos

 

A assembléia no RU no dia de hoje (05/06) mostrou a indignação da categoria (técnicos) e de alguns docentes presentes. Primeiro na presença em massa dos servidores que decidiram em sua ampla maioria pela paralização no dia 12/06 (terça-feira) com mobilização o dia todo no RU, onde serão discutidos assuntos pertinentes a carreira técnico e além disso será discutida a universidade em oustros aspectos.

Esperamos a presença da administração da UEM (Reitoria e PRH) ou seus representantes para mostrar a sua posição perante ao governo e como segue as negociações.

Temos que ir em peso no dia 12, no RU, não devemos nem passar nos setores, pois a assembléia é soberana e não podem computar faltas para os servidores, há relatos de assédio moral e pressão por parte de algumas chefias e setores da UEM.

Não podemos nos curvar aos cargos com FGs s CCs que alguns casos estão a serviço do governo, esquecem que esses cargos são passageiros e que todos somos servidores “sem carreira” até o momento.

Como foi bem lembrado a conquistas dos professores ainda não está efetivada, portanto devem vir na luta, a paralização é para todos.

Os acadêmicos tem sua força e devem somar aos servidores, independentes de opiniões de alguns sindicalistas, a classe trabalhadora da UEM reconhece sua força, através do DCE, frente a Reitoria e ao Governo Richa. Temos que somar forças e não dividir.

Como bem dito pela nossa companheira servidora Marcia Capelette, a administração e o sindicato deve apresentar números (falta de servidores por aposentadoria, morte, demissões e de docentes também, vagas que não foram repostas efetivamente, somente em algusn casos por processos seletivos e não concurso).  Seria um caminho para a terceirização e consequente privatização de nossa universidade??

A sociedade maringaense deve saber disso, através de números e estatísticas, devemos fazer um comparativo com o quadro geral do governo (quanto aos salários e carreira).

Com descaso o governador vem tratando os servidores das IES, nos fazendo de “bobos” a cada prazo que solicitam ou informam para finalizar as discussões sobre a carreira técnica, é assim que trata uma das universidades conceituadas do pais??

Devemos refletir em que a UEM foi conceituada, com certeza não foi levada em conta as condições de trabalho, o número de trabalhadores e outras mazelas mais que nos deparamos no dia a dia.

DIA 12 PARALIZEMOS TODOS , não vamos ceder a pressões superiores. VAMOS REFLETIR E DISCUTIR  NOSSA UNIVERSIDADE E NOSSA CARREIRA.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Fonte: http://movimenteseuem.blogspot.com.br/2012/06/ru-nao-abrira-no-sabado-e-uem-justifica.html em 06/06/2012

Neste sábado, dia 02 de junho, como alguns devem estar sabendo, o R.U não abrirá no almoço.
Porém, diferente do que vêm sendo divulgado, o RU não estará fechado por causa da limpeza das caldeiras.
O Restaurante Universitário da UEM não abrirá porque os cozinheiros e demais funcionários não irão fazer as horas extras.
O café da manhã e principalmente a refeição do sábado são feitos por causa das horas-extras.
Publica no twitter e facebook justificativa falsa para o fechamento do RU
Desde o início do ano a Pró-reitoria de Recursos Humanos, com o dinheiro do Gabinete da Reitoria, comprou vários Relógios de Ponto Digitais, para substituir as antigas máquinas de marcar ponto existentes na UEM.
A questão é que, no caso do RU, o relógio digital (biométrico) está sendo IMPOSTO ao setor, em um diálogo restrito entre a chefia e a diretoria do R.U. Além dessa imposição, os funcionários afirmam que o relógio é ilegal, pois não emite comprovante diário de que a pessoal bateu o ponto de fato.
Há uma resolução do CAD que dá autonomia ao setor se ele utilizará a folha-ponto ou o cartão-ponto.
No R.U, desde 1997, a frequência é registrada pela folha-ponto. Somente agora, de forma autoritária (de cima pra baixo), é que vão implantar o relógio digital.
O problema com o relógio digital veio na segunda-feira desta semana. Houve uma denúncia contra o chefe Milton e a diretora Osana, de que ambos assinam folhas-ponto com horas extras irregulares, e como um tipo de “punição”, atingindo a todos do RU e sem diálogo, através de um Ofício a diretora da DCT Osana, e a Pro-reitora de RH Sonia, exigiram que todos os funcionários fizessem o cadastro da digital nos dias 30 e 31 de maio, para já começarem no dia 01/06.
Os funcionários do RU, especialmente os cozinheiros, se recusaram a cadastrar a digital como forma de protesto. A UEM continuou gerando normalmente as folhas ponto dos funcionários. Assim que as folhas chegaram no RU, o chefe enviou-as de volta para a PRH , e de lá nenhum funcionário conseguiu tirar.
Eles estão trabalhando sem o controle de frequência!!!
Enfim, deve ficar claro que a administração do RU inventou uma MENTIRA para justificar a não-abertura do RU, invés de falar a real: NÃO HÁ FUNCIONÁRIOS SUFICIENTE! O setor está totalmente defasado.
E isso acontece logo na mesma semana em que o secretário da SETI, Alípio Leal, vem anunciar que está suspenso qualquer tipo de concurso, não haverá nenhuma expansão na nossa ou em qualquer Universidade Pública no Paraná.
Com a quantidade de  funcionários no RU, a demanda diária da UEM está comprometida, como vemos nas refeições, suco é feito raramente, não há mais o complemento vegetariano, etc.
Isso abre as portas da universidade para a privatização através da terceiração das funções.