Arquivo da categoria ‘Segurança no Campus Sede’

por Ailton Souza dos Santos

O título mais coerente para essa notícia deveria ser  Graças a denúncia da servidora técnica – Maria Estela Afonso a administração central está investindo cerca de R$ 50 mil na melhoria da iluminação do câmpus sede da Universidade Estadual de Maringá.

Pois foi após a denúncia a uma rede de televisão que administração central da UEM começou a tomar providências quanto ao completo abandono das iluminações no campus sede, mais visível no período noturno. A servidora sugeriu a matéria denunciando o descaso da prefeitura do campus da UEM. A a situação estava vergonhosa, colocando em risco a segurança de acadêmicos, servidores técnicos, docentes e até da própria segurança patrimonial, visto os vários locais de completa escuridão. Um descaso da gestão atual da UEM e do Sinteemar que em nenhum momento de pronunciou a favor dos trabalhadores dessa instituição a qual ele representa.  Foi preciso uma ação isolada, mas contundente de uma servidora, trabalhadora e filiada ao sindicato. Denúncia essa que expôs uma das “melhores universidades” do Paraná, Brasil e do mundo. Quais os parâmetros para esse título? Com certeza não são as condições de trabalho,  das instalações, dos blocos não terminados, e daqueles que terminados apresentam problemas que morosamente ou não são solucionados, da casa casa do estudante que está só na base de concreto há muito tempo, muito menos deve ser pela concha acústica que não sai do papel. Devemos nos orgulhar desse título?? Melhor em que? produção científica apenas ? Precisamos repensar a UEM e todos os seus aspectos, e não somente valorizar um, e para isso isso temos que ter um sindicato forte e presente e uma administração comprometida com essas mazelas, e não somente ações isoladas, mas sim pessoas reunidas para propor soluções imediatas, pois a maoria das denúncias isoladas ficam ao vento não são levadas a sério. Isso tudo somente para exemplificar, pois não toquei  na falta de contratação de técnicos e de docentes, nas precárias condições de funcionamento de cursos criados por atos executivos e deferidos pelo COU, muita vezes refém da situação criada. Com certeza existem mais problemas que não foram citados aqui. Porquê o jornal da UEM e o informativos somente mostram o que dá certo o que é belo as olhos da sociedade ?? Cadê o espaço de discussão com toda a comunidade acadêmica de todos os problemas que a UEM enfrenta, os conselhos nos representa em 15% para servidores técnicos e 15 % de acadêmicos, queremos ser respeitados igualitariamente, chega de 70, 15, 15 na UEM e um sindicato pelego para os servidores, somos universais e iguais.

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Abaixo o texto publicado o informativo 1046 da UEM

“A administração central está investindo cerca de R$ 50 mil na melhoria da iluminação do câmpus sede da Universidade Estadual de Maringá.

As ações incluem reposição de lâmpadas, implantação de novos pontos de luz e instalação de iluminação rebaixada em áreas com maior concentração de árvores. Boa parte do projeto já está concluída, segundo informou o engenheiro da Prefeitura do Câmpus, Lourival Zamuner. Ao longo desta semana, será concluída a iluminação no trecho que vai desde a rotatória do Parque Ecológico até o Bloco K-10, próximo ao Lepac.Na etapa seguinte, o trabalho de iluminação será feito na área entre os Blocos K-10 e M-40, aproveitando o posteamento já existente. Estão sendo instaladas lâmpadas de 150 e 200 watts de mercúrio. Zamuner adianta que o trabalho está sendo executado por uma empresa terceirizada, em parceria com a PCU.“Todo esse investimento visa a aumentar a segurança dentro do câmpus, garantindo maior tranquilidade à comunidade universitária”, disse o reitor Júlio Santiago Prates Filho.Outras informações e solicitações relativas à iluminação podem ser obtidas na PCU, pelo ramal 4130, com Zamuner. Ou pelo ramal 4369, com Paulo.”

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Carlos Rico – servidor da UEM e membro do MEK – Movimento pela Educação Além do Capital

Não é novidade para ninguém a situação da UEM, os problemas trazidos à tona, sobretudo com a chegada do PSDB ao governo do Paraná, na figura de Beto Richa. Não é novidade também o processo de paulatina retirada de direitos dos trabalhadores desde os governos FHC/Lerner, e mesmo nos governos Requião/Lula, pra ficar no caso específico do Paraná, governos, inclusive, que se reivindicavam (ainda se reivindicam, uma vez que o governo Lula continuou com a eleição da sua apadrinhada, Dilma) como representantes dos trabalhadores na esfera executiva do poder.

No que nos interessa de imediato, o ataque aos trabalhadores do setor público é contundente. Toda a enrolação nas negociações dos PCCSs técnico e docente demonstram o total descompromisso do governo estadual com o serviço público. A aprovação de um reajuste salarial dos professores das IES em 4 parcelas de 7,14% à partir de 2012, conseguido depois de intensos diálogo e mobilizações, e a quase imposição de um plano de carreiras para os técnicos, que na prática não alterou os critérios de promoção e progressão na carreira, apenas deu reajustes na tabela salarial, na verdade, apenas uma recuperação dos salários, uma vez que não houve aumento real dos salários nos últimos anos, e que ainda não contemplou todos os servidores das universidades, na prática só interessa às pretensões do governo Richa, fiel representante dos interesses dos ricos e poderosos.

A aprovação, no final de 2012, de uma alteração nas contribuições previdenciárias dos servidores públicos do estado do Paraná é outro sinal do desrespeito do governo Richa. Os trabalhadores da ativa, isto é, não aposentados, contribuirão, à partir de abril de 2013, com 11% sobre o seu salário base, enquanto que servidores aposentados com salário superior a R$3.900,00 passarão a contribuir com os mesmos 11% dos servidores da ativa.

Há também um plano de custeio do SAS – plano de saúde dos servidores públicos paranaenses que já funciona a duras penas -, que prevê uma contribuição e pagamento conjuntos entre governo e servidores para utilização dos serviços do SAS. O que já funciona com tantos problemas e só serve para injetar dinheiro público na iniciativa privada, uma vez que há recursos do SUS no SAS – é só observar o hospital Santa Rita, que teve um crescimento gigantesco depois que começou a atender SAS e SAMA (dos funcionários da prefeitura de Maringá) -, agora é jogado como responsabilidade dos trabalhadores.

Ora, quem tiver contato com o orçamento do governo do estado e do governo federal, vai poder entender os motivos desses exercícios de ataque aos trabalhadores. Tanto o governo estadual , como o governo federal se apresentam como representantes dos interesses dos ricos e poderosos. Para se ter uma ideia mais ou menos precisa sobre essa afirmação, é só ver o que o governo federal gastou em saúde e educação e o que gastou com pagamento à banqueiros nos ano de 2012. Enquanto que serviços tão essenciais como saúde e educação tiveram investimentos de 3,98% e 3,18% respectivamente, os bancos receberam 47,19% de todo o dinheiro que o governo tinha disponível. E pra ficar mais claro, a suposta dívida pública que determina esse pagamento abusivo, é oriunda de uma política fiscal que favorece o mercado financeiro desde FHC. Os governos federal e estadual deixam explícitos os interesses que defendem: os dos ricos e poderosos – tiram dos trabalhadores e dão mais aos patrões não satisfeitos com a exploração que fazem contra aqueles.

E o que o SINTEEMAR tem com isso?

É preciso lembrar que o sindicato é um tipo de organização de defesa dos interesses de classe -daquele seguimento que representa, como no nosso caso, dos trabalhadores em estabelecimentos de ensino; e de apoio às causas diversas dos trabalhadores. Ora, o que é a ACIM, por exemplo, que um tipo de organização de classe, que ferozmente defende os interesses da sua classe, um tipo de sindicato dos patrões do comércio e da indústria?

O sindicato de trabalhadores, seja ele de qual segmento for, não pode se negar ou se omitir na defesa dos trabalhadores, seja em causas diretas, como as salariais ou de jornada de trabalho, para ficar nos exemplos mais comuns da luta dos trabalhadores;  seja em causas indiretas, como as questões gerais da sociedade, como as que discutem a saúde pública, o transporte e a educação, por exemplo, mas que dizem respeito direto à vida dos trabalhadores, uma vez que estes são dependentes últimos das políticas de Estado, já que, na sua maioria, recebem salários que mal servem para alimentação e moradia.

E pensando nos elementos trazidos anteriormente, a atuação do SINTEEMAR deixou muito a desejar nos últimos anos. É só ver os resultados da condução das negociações dos PCCSs técnico e docente, onde professores tiveram um aumento dado em quatro anos, e os técnicos tiveram uma readequação da tabela salarial com desmonte da carreira e ainda há aqueles servidores que não receberam um centavo a mais na nova tabela. Para os servidores técnicos que entrarem nas universidades hoje, as condições de progressão e promoção na carreira são um fator muito negativo: terão que esperar 7 ou 11 anos para atingirem algum benefício salarial da nova tabela.

Sem falar na relação com a administração da UEM, que segue fielmente a cartilha do governo do PSDB. Os casos mais emblemáticos são os das horas extras, onde houve um corte drástico dos serviços em horários extraordinários, como se os servidores estivessem roubando a universidade e não tapando os buracos da falta de funcionários e da grande expansão física do câmpus-sede, e os problemas dos trabalhadores do Restaurante Universitário, fortemente perseguidos pela administração da UEM, na figura do cargo de confiança da reitoria dentro do setor.

Nestes casos e em outros de menor visibilidade, a diretoria do sindicato fez a todo momento, um esforço enorme para evitar choques com a administração da UEM. Em várias assembleias, servidores do RU, da zeladoria, do CAP, entre outros, pediram a palavra para relatar os problemas dos seus setores e cobraram o apoio do sindicato, que quase sempre era seguido de uma fala do presidente “deixa pra lá”.

Como dito no início, o compromisso imediato do sindicato deve ser de defesa incondicional dos trabalhadores, dos seus interesses, dos interesses da classe. A reitoria e o governo do estado são a representação para o servidordos interesses dos ricos e poderosos, que se chocam contra os interesses dos trabalhadores. Por exemplo, os governos investem quase metade ou mais de todo o dinheiro dos impostos arrecadados nos bancos, enquanto que investem pouco mais de 6% em saúde e educação juntas.

Das situações mais triviais às mais escandalosas, dos choques com as ações autoritárias da administração da universidade e a situação de sucateamento da UEM, ao PCCS técnico que só servirá ao governo e seu desejo de privatizar e as mudanças nas contribuições previdenciárias, o que se vê é um cenário em que se percebe uma retirada lenta dos direitos dos trabalhadores, conquistados com enormes sacrifício e disposição, enquanto diretorias sindicais descomprometidas e, até certo ponto, aliadas às vontades dos inimigos da classe trabalhadora, assistem de camarote uma exploração cada vez maior daqueles que ferozmente deveriam defender.

Por estas e outras situações nos colocamos como mudança, por pensar em todos esses processos de encurralamento dos trabalhadores queremos Um Novo Rumo para o SINTEEMAR!

Sabemos a imensa importância que a Educação possui na vida de um indivíduo, pois, historicamente, ela é que faz o homem estanhar, criar, conhecer e descobrir o mundo. Ela é intrínseca ao ser humano; ela provém da consciência humana voltada à construção e transformação da realidade. A Educação é o conhecimento que emerge do cotidiano, das relações sociais, dos anseios da sociedade civil. Educação, em suma, desenvolve a inteligência, o caráter, a personalidade, o autodomínio e autodisciplina do indivíduo, sendo absolutamente necessária para a compreensão da vida.

Educação, certamente, está longe de ser apenas um meio disciplinador, pautado num regime autoritário que busca a transformação do indivíduo em um robô mental. Esse interesse que se resume em manipulação é plenamente do Estado que busca, através da coerção (leis e armas), o controle da massa social, para fazer do homem um mero animal produtivo que reproduz as determinações da ordem capitalista. O Estado, procurando satisfazer suas necessidades elementares, desatende à vida humana, precariza e desestrutura a Educação, conduzindo a sociedade para uma drástica crise histórica.

Para combater esse impasse que provém das contradições do Estado é preciso a participação e integração consciente de toda a sociedade, em especial, estudantes, docentes e técnicos, em parceria direta com órgãos e entidades, como sindicatos, que possam contribuir para o resgate da Educação enquanto humana(para a vida). Uma união social, ou melhor, uma luta coletiva que almeje a Autonomia para a Educação, evitando, ou eliminando, dentro das possibilidades e conquistas,as amarras que o Estado estabelece, principalmente, para as Universidades Públicas.

Nesse sentido, percebemos a urgente necessidade de desenvolver uma luta consciente e coletiva a favor da Autonomia Universitária, tendo em vista que a precarização da Educação em defesa do Capital só tende a aumentar. E a luta por essa Autonomia, com certeza, é muito mais ampla que uma autonomia financeira e administrativa, pois ela diz respeito ao futuro da Universidade, do planejamento aberto, com missão de melhorar ilimitadamente a vida humana. Uma Autonomia que consista no autodomínio, no comprometimento e na responsabilidade constante e concreta perante a Educação Pública, Gratuita e de Qualidade.

 

Pedro F. Barbosa (Acadêmico de Ciências Sociais – UEM; Membro do Movimento em Defesa da Educação para além do Capital (MEK). Maringá-PR, 19/12/2012.

Por Ailton Souza dos Santos – representante técnico no COU da UEM

 

Está em discussão no COU – Conselho Universitário da UEM, como melhorar a segurança e o trânsito de veículos e pessoas  na UEM e através dela. Quanto ao trânsito é notório que a prefeitura de Maringá implantou o sistema binário sem um estudo prévio junto à comunidade universitária do impacto que isso poderia ocorrer no entorno e dentro da UEM nas suas vias de acesso. O caos está implantado, cabe ao COU discutir através da comissão de trânsito medidas para amenizar ou abolir os problemas enfrentados por pedestres, ciclistas e veículos dentro da UEM. Como bem dito por um conselheiro há mais de 20 entrosamentos viários na cidade de Maringá, a UEM é um deles, mas continuamente esse assunto volta à tona, colocando a sociedade contra a universidade, pois soa que os conselheiros do CAD e COU são contra qualquer medida de implantação de uma via que passe pela UEM interligando o centro à Vila Esperança. Minha opinião é que se tenham medidas que contenha esse trânsito de veículo através da UEM, mas que se tomem medidas urgentes ao entorno da UEM com abertura de vias para aumentar o fluxo de veículos, desde que não coloque em risco o trânsito de pessoas e veículos da comunidade interna (servidores técnicos, docente e acadêmicos), pois acima de tudo a universidade é uma instituição de ensino, por isso devemos ter vias com velocidades baixas, respeito à faixa de pedrestes e prezar pelo silêncio, já em que todos os períodos estão em pleno funcionamento com ministrações de aulas de graduações, laboratórios em funcionamentos e agentes administrativos trabalhando. O problema maios de engarrafamento do trânsito dentro da UEM foi gerado pela prefeitura de Maringá, esta deve trazer juntamente com a comunidade acadêmica, nas instâncias do CAD-Conselho de Administração e COU – soluções emergenciais, não se pode jogar todo o ônus estabelecido a UEM.

Quanto à segurança dentro do campus da UEM, este assunto entrelaça com  o trânsito, pois havendo um controle maior das passagens entre a UEM de veículos e pessoas, com certeza roubos em blocos, assaltos e outros tipos de ocorrências diminuiriam. Foi levantada a questão de usuários de drogas no campus, que cresce a cada dia, devemos perceber que a maioria dos usuários são os próprios acadêmicos, penso eu que essa questão é de cunho social e não policial. A UEM tem projetos de apoio a usuários de entorpecentes, trabalhando na conscientização do tema dentro da UEM, o que não pode é abrir para a policia tomar conta da situação e tratar usuários como traficantes, podendo assim causar um problema maior, pois a questão é social e não policial. A USP tomou a medida de abrir a universidade para rondas policiais e isso só tem aumentado o número de ocorrências entre acadêmicos e policia, pois possivelmente esses não estão treinados para lidar com esse tipo de abordagem que a meu ver é um papel da assistência social e não da força policial.

Outro perigo, a meu ver, é a crescente decisões isoladas de departamentos de cursos de graduação, que tomam medidas setoriais sem consultar o impacto que isso trará na segurança do servidor (docente e técnico)  no caso de acidentes de trabalho, pois são crescente os blocos que estão sendo fechados (uma entrada ou saída) dificultando sim a vida dos bandidos, mas também dos estudantes e técnicos que ficam com apenas uma opção de entrada e não de saída, pois em nome da segurança coloca-se em detrimento a segurança do trabalhador, que em caso de acidente no local de trabalho só terá uma alternativa para se evacuar do local, sem dizer que em dias de chuva o transito da comunidade acadêmica deve ser feito pelo lado do bloco e não através dele.  Defendo que esses blocos sejam fechados só em períodos de menor fluxo de pessoas, no caso da UEM no período noturno, além do mais já estão sendo colocadas câmeras nos corredores para diminuir a ação de vândalos em pequenos furtos, já registrados em período recente.

 

Fonte: http://maringa.odiario.com/policia/noticia/573166/ladroes-rendem-vigia-e-tentam-arrombar-caixa-eletronico-da-uem/
Por Rubia Pimenta

Três homens armados renderam um vigia da Universidade Estadual de Maringá (UEM) na madrugada desta quarta-feira (30) e tentaram arrombar um caixa eletrônico localizado em um quiosque em frente ao bloco G-56, onde existe uma catina e xerocadoras, abaixo da Biblioteca Central.

Segundo a Polícia Militar, por volta das 2h, eles ameaçaram o vigia com uma pistola, o trancaram na guarita e roubaram seu rádio de comunicação. Dois dos bandidos tentaram danificar o parte traseira do caixa eletrônico usando um maçarico improvisado. Como não conseguiram arrombá-los, eles fugiram deixando no local um botijão de gás, que foi utilizado para acionar o maçarico.

 

Douglas Marçal

Bandidos teram arrombar um caixa eletrônico localizado na cantina em frente ao bloco G-56 da UEM

 

Conforme a assessoria de imprensa da UEM, o vigia não ficou ferido. Ele conseguiu se libertar desparafusando a porta da guarita. O órgão também informa que o caixa eletrônico estava vazio.

Os policiais militares estiveram no local, mas não conseguiram localizar os bandidos. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.

por Ailton Souza dos Santos – representante titular dos servidores técnicos dos centros e departamentos da UEM no Conselho Universitário.

No Conselho Universitário, foi votado o ato executivo 008/2011-GRE, que trata sobre o uso de entorpecentes ilícitos, bebidas alcoólicas e realizações de eventos.

Votei contra o Ato executivo 008/2011-GRE, juntamente com dois votos de acadêmicos conselheiros, e  a favor do relato do pedido de vistas, pois penso eu que o ato executivo na forma de que foi feito sua essência me parece autoritária. Como foi bem dito por um conselheiro, os eventos na UEM devem sim ser comunicados a Reitoria e não solicitado autorização para sua realização, ferindo assim o artigo 5 Constituição Federal, onde se refere a manifestações livres em espaços públicos. A PEC deveria ter projetos durante os anos letivos para os discentes e dentre eles uma que contemplasse os saraus. A universidade deve garantir a realização desses eventos dentro da normalidade e regras já estabelecidas pelo COU. A própria universidade já  vinha descumprindo a resolução que proíbe o uso de bebidas alcoólicas nos campus da UEM, realizando confraternizações setoriais com uso de bebidas com álcool, inclusive em inaugurações por parte de universidade, onde em coquetéis já foram servidos champanhes e/ou vinhos. Reconheço que essas falhas foram corrigidas, restando apenas por parte dos acadêmicos o infringimento dessa resolução, juntamente com o consumo de drogas (crack e maconha), conforme relato da vigilância. Porém, sabemos que o consumo de drogas no campus não somente por parte dos acadêmicos, mas também por servidores técnicos e docentes é evidente e, reflete a realidade de nossa sociedade nos tempos atuais. A flexibilidade da justiça em relação ao consumo de drogas contribui para o aumento de casos dentro e fora da UEM, pois trata o usuário como doente e não como traficante. Há na UEM, projetos que possam abarcar os casos existentes na universidade em todos os campis, o PROAÇÃO é um programa de ações sociais para casos como relatados aqui, já atendendo servidores docentes e técnicos. Diante desses fatos sou contra o Ato Executivo 008/2011-GRE da forma que foi concebido sem o auxílio dos conselheiros do COU, e a melhor forma de acerta-lo será uma nova escrita, a qual espero ser feita pela comissão votada por esse conselho. Aguardamos assim, que o ato executivo reformulado atenda a ansiedade dos acadêmicos, técnicos e docentes e a figura da Reitoria, e que seja feita da forma mais democrática possível, sob pena de retrocedermos ao tempo da ditadura, onde as penalidades não serão realizadas por força resoluções do COU e sim pela força de cacetes e torturas físicas.

Fonte: publicado em 03/10/11 às 18:06 – Folha de Maringá

Wagner Belinato

O extremo sucesso que alcançaram os dois últimos saraus realizados na Universidade Estadual de Maringá parece ter chamado a atenção da Reitoria, coincidentemente, depois da ocupação do prédio central. Até segunda ordem, qualquer manifestação cultural nas dependências da Universidade está sujeita a aprovação de órgãos superiores. O consumo de bebidas e entorpecentes de qualquer natureza está proibido. É o que se lê no Ato Executivo 008-GRE. Infratores podem responder legalmente, de acordo com sua qualificação universitária.

Assim, não se proíbe necessariamente os saraus, mas as realizações deverão ser submetidas a órgãos superiores. Fato que, claro, pode inviabilizá-lo caso haja algum tipo de indisposição entre as partes envolvidas. Como estudantes e Administração quase nunca estão em consenso, daí surge o medo de que os saraus sejam sempre impedidos.

É preciso entender o lado dos estudantes, que muito poucas vezes têm suas solicitações atendidas pela Administração (e aí se inclui a Universitária e a Administração Municipal) e tem sido nomeados vândalos por grande parte da mídia local: ora estrangulados pela falta de opção de entretenimento na cidade, ora extorquidos em festas muito além de suas posses, encontraram nos saraus, claro, opção de entretenimento saudável, com músicas e manifestações artísticas de seu agrado a bom preço, como o comprovam, justamente, o sucesso e repercussão dos últimos saraus realizados. Mas a Universidade tem razão em querer organizar suas dependências: mesmo porque o espaço, sendo de uso coletivo, não é de uso livre e irrestrito.

Sim, os estudantes devem solicitar a realização de comemorações ou celebrações nas dependências públicas. Mas as coisas precisam ser mais bem explicadas: se é preciso solicitar, tudo bem. Mas quais serão as contrapartidas da Universidade? Mais seguranças, funcionários especializados em som e iluminação, disponibilidade de prédios (sanitários e liberação do funcionamento das cantinas, por exemplo) e equipamentos? Programação de atividades dos cursos diretamente envolvidos, como Letras, Música, Artes Cênicas e Visuais?

Assim, ainda que pareça utópico da minha parte que haja um consenso entre as partes, é preciso acreditar que existe boa-fé de ambos os lados. Nem bagunça (não confundir com anarquia), nem opressão. E que os saraus sejam um espaço de convivência daqueles que faltam aos jovens: inteligente e organizado.