Sabemos a imensa importância que a Educação possui na vida de um indivíduo, pois, historicamente, ela é que faz o homem estanhar, criar, conhecer e descobrir o mundo. Ela é intrínseca ao ser humano; ela provém da consciência humana voltada à construção e transformação da realidade. A Educação é o conhecimento que emerge do cotidiano, das relações sociais, dos anseios da sociedade civil. Educação, em suma, desenvolve a inteligência, o caráter, a personalidade, o autodomínio e autodisciplina do indivíduo, sendo absolutamente necessária para a compreensão da vida.

Educação, certamente, está longe de ser apenas um meio disciplinador, pautado num regime autoritário que busca a transformação do indivíduo em um robô mental. Esse interesse que se resume em manipulação é plenamente do Estado que busca, através da coerção (leis e armas), o controle da massa social, para fazer do homem um mero animal produtivo que reproduz as determinações da ordem capitalista. O Estado, procurando satisfazer suas necessidades elementares, desatende à vida humana, precariza e desestrutura a Educação, conduzindo a sociedade para uma drástica crise histórica.

Para combater esse impasse que provém das contradições do Estado é preciso a participação e integração consciente de toda a sociedade, em especial, estudantes, docentes e técnicos, em parceria direta com órgãos e entidades, como sindicatos, que possam contribuir para o resgate da Educação enquanto humana(para a vida). Uma união social, ou melhor, uma luta coletiva que almeje a Autonomia para a Educação, evitando, ou eliminando, dentro das possibilidades e conquistas,as amarras que o Estado estabelece, principalmente, para as Universidades Públicas.

Nesse sentido, percebemos a urgente necessidade de desenvolver uma luta consciente e coletiva a favor da Autonomia Universitária, tendo em vista que a precarização da Educação em defesa do Capital só tende a aumentar. E a luta por essa Autonomia, com certeza, é muito mais ampla que uma autonomia financeira e administrativa, pois ela diz respeito ao futuro da Universidade, do planejamento aberto, com missão de melhorar ilimitadamente a vida humana. Uma Autonomia que consista no autodomínio, no comprometimento e na responsabilidade constante e concreta perante a Educação Pública, Gratuita e de Qualidade.

 

Pedro F. Barbosa (Acadêmico de Ciências Sociais – UEM; Membro do Movimento em Defesa da Educação para além do Capital (MEK). Maringá-PR, 19/12/2012.

por Ailton Souza dos Santos

MAIS UMA VEZ desde 2007 vamos falar dos problemas do RU. Problemas que veem de cima para baixo, da gestão da UEM, da pró-reitoria, da diretoria e da chefia do RU.

Pois mais uma vez faltam com o respeito aos servidores, pois o RU irá fechar a partir do dia 10 até o dia 21/12. Desconsideram centenas de servidores dentre os milhares que utilizam o Restaurante Universitário  estarão trabalhando até o dia 21/12.

Mais uma vez tratam o RU como se fosse para estudantes seguindo o calendário acadêmico e não o calendário de trabalho da UEM.

Mais uma vez desrespeitam a resolução que regulamenta o funcionamento do RU, que diz que o RU é para atendimento a comunidade acadêmica, lembrando que a comunidade acadêmica é composta por servidores técnicos, docentes e acadêmicos. Não podemos privilegiar um segmento em detrimento de outro, só porque é a maioria dos usuários, se assim for que a Resolução passe nos conselhos para nova redação. Sinto-me um fantoche no COU onde resoluções são aprovadas e não são seguidas em suas letras, usam da forma que acham melhor, os chefes, diretores e pró-reitores se acham acima do COU. Ficamos tardes e tardes inteiras discutindo regulamentos para serem aprovados e depois não respeitados?

Gostaria de saber o que a nossa diretora do DCT tem a dizer sobre o assunto, ela que foi diretora de sindicato e agora serve a atual gestão UEM como se fosse governo, indo e vindo contra os anseios da categoria, será que é porque não usa o RU ou porque está pensando somente no rendimento de sua função gratificada. Diretora, inclusive,  e pró-reitora e vice de RH citadas em abaixo assinado, com mais de mil assinaturas de servidores solicitando as vossas saídas, será que essas pessoas, mais de mil, estão erradas? A quem servem essas pessoas de FG –  ao governo que  aos poucos vai nos definhando, com cortes na carreira e terceirizações de serviços, esqueceram que são servidoras e que um dia voltarão para seus cargos de origem?

Mais uma vez, ficaremos sem refeição no período após o recesso até o início das aulas, desde 2007, um grupo de servidores solicitou subsídio da UEM para alimentação nesse período, desde 2007 aguardamos resposta da PJU se isso seria possível ou não. No ano que vem deveremos nos deparar com um problema maior ainda, uma reforma da cozinha do RU, que está em fase de licitação. O RU deverá ficar fechado por praticamente um ano, afetando toda a comunidade acadêmica, esperamos que os acadêmicos, após serem atingidos entrem nessa luta juntamente com os servidores, pois as reivindicações são convergentes.

Queremos saber as justificativas para essa reforma antes que se faça outro RU, a comunidade acadêmica não pode ficar um ano sem refeição.  A chefia do RU já foi representante no COU e no CAD dos servidores técnicos da UEM, o que acontece com essas pessoas quando assumem cargos de chefias??? Esquece-se de suas raízes, da categoria que os elegeu ???

Se tudo isso não bastasse ainda temos que conviver com a truculência do prefeito de Maringá, que diz que não aceitará “argumentações ridículas” dos conselheiros da UEM sobre a transposição viária através da universidade, quer nos fazer engolir o túnel sem discussão nos conselhos, indo buscar recursos no governo federal  para depois provavelmente pressionar que aprovemos tal medida, colocando assim também a população contra os conselhos para fazer sua vontade, que a meu ver pode ser “ridícula”.

Mais uma vez . . . , acrescente mais problemas que você vê na UEM que é de todos nós . . .

Por Ailton Souza dos Santos – representante técnico no COU da UEM

 

Está em discussão no COU – Conselho Universitário da UEM, como melhorar a segurança e o trânsito de veículos e pessoas  na UEM e através dela. Quanto ao trânsito é notório que a prefeitura de Maringá implantou o sistema binário sem um estudo prévio junto à comunidade universitária do impacto que isso poderia ocorrer no entorno e dentro da UEM nas suas vias de acesso. O caos está implantado, cabe ao COU discutir através da comissão de trânsito medidas para amenizar ou abolir os problemas enfrentados por pedestres, ciclistas e veículos dentro da UEM. Como bem dito por um conselheiro há mais de 20 entrosamentos viários na cidade de Maringá, a UEM é um deles, mas continuamente esse assunto volta à tona, colocando a sociedade contra a universidade, pois soa que os conselheiros do CAD e COU são contra qualquer medida de implantação de uma via que passe pela UEM interligando o centro à Vila Esperança. Minha opinião é que se tenham medidas que contenha esse trânsito de veículo através da UEM, mas que se tomem medidas urgentes ao entorno da UEM com abertura de vias para aumentar o fluxo de veículos, desde que não coloque em risco o trânsito de pessoas e veículos da comunidade interna (servidores técnicos, docente e acadêmicos), pois acima de tudo a universidade é uma instituição de ensino, por isso devemos ter vias com velocidades baixas, respeito à faixa de pedrestes e prezar pelo silêncio, já em que todos os períodos estão em pleno funcionamento com ministrações de aulas de graduações, laboratórios em funcionamentos e agentes administrativos trabalhando. O problema maios de engarrafamento do trânsito dentro da UEM foi gerado pela prefeitura de Maringá, esta deve trazer juntamente com a comunidade acadêmica, nas instâncias do CAD-Conselho de Administração e COU – soluções emergenciais, não se pode jogar todo o ônus estabelecido a UEM.

Quanto à segurança dentro do campus da UEM, este assunto entrelaça com  o trânsito, pois havendo um controle maior das passagens entre a UEM de veículos e pessoas, com certeza roubos em blocos, assaltos e outros tipos de ocorrências diminuiriam. Foi levantada a questão de usuários de drogas no campus, que cresce a cada dia, devemos perceber que a maioria dos usuários são os próprios acadêmicos, penso eu que essa questão é de cunho social e não policial. A UEM tem projetos de apoio a usuários de entorpecentes, trabalhando na conscientização do tema dentro da UEM, o que não pode é abrir para a policia tomar conta da situação e tratar usuários como traficantes, podendo assim causar um problema maior, pois a questão é social e não policial. A USP tomou a medida de abrir a universidade para rondas policiais e isso só tem aumentado o número de ocorrências entre acadêmicos e policia, pois possivelmente esses não estão treinados para lidar com esse tipo de abordagem que a meu ver é um papel da assistência social e não da força policial.

Outro perigo, a meu ver, é a crescente decisões isoladas de departamentos de cursos de graduação, que tomam medidas setoriais sem consultar o impacto que isso trará na segurança do servidor (docente e técnico)  no caso de acidentes de trabalho, pois são crescente os blocos que estão sendo fechados (uma entrada ou saída) dificultando sim a vida dos bandidos, mas também dos estudantes e técnicos que ficam com apenas uma opção de entrada e não de saída, pois em nome da segurança coloca-se em detrimento a segurança do trabalhador, que em caso de acidente no local de trabalho só terá uma alternativa para se evacuar do local, sem dizer que em dias de chuva o transito da comunidade acadêmica deve ser feito pelo lado do bloco e não através dele.  Defendo que esses blocos sejam fechados só em períodos de menor fluxo de pessoas, no caso da UEM no período noturno, além do mais já estão sendo colocadas câmeras nos corredores para diminuir a ação de vândalos em pequenos furtos, já registrados em período recente.

 

 

Por Ailton Souza dos Santos

A terceirização na UEM já vem acontecendo há muito tempo, e o governador Beto Richa está seguindo a risca esse plano de privatização. Com vagas ociosas de servidores que já passam de 260 e não são repostas, o governo  primeiramente terceirizou os serviços nas 0obras, depois  alguns serviços técnicos e agora os serviços de zeladoria. Fui informado que dez pessoas de uma empresa contratada pela UEM estão prestando serviços no campus sede, de limpeza em alguns blocos. Contratados durante a greve dos servidores técnicos. Imaginem se na greve dos docentes em uma semana os alunos solicitassem que fossem terceirizadas as aulas por professores contratados, será que eles ficariam ofendidos? Pois e assim que as zeladoras se sentem, ao invés de contratarem mais zeladoras ou pagarem horas extras preferem terceirizar, o que pode ter um custo maior. A quem interessa esse processo? A maioria dos servidores não se sentem atingidos, até o dia que seus serviços sejam terceirizados também, e o final de todo esse caminho e a privatização das universidades, inclusive da docência. Enquanto isso vamos assistindo aos poucos cada setor sendo terceirizado. O governo cumpre sua meta de privatização do setor público, particularmente as universidades estaduais. Devemos combater essa barbárie, denunciando fatos e atos como esse por parte da administração da UEM e do Governo do Estado.

 

por Ailton Souza dos Santos

Após treze dias de movimento grevista, penso eu que a categoria apesar de dividida, saiu vitoriosa, não plenamente pois a minuta do PCCS sequer foi apresentada a categoria, somente ao nosso “interlocutor”, o “magnífico” que  em nenhuma assembléia da categoria, realizadas no RU, se fez presente. Nem ao menos para discutir a pauta interna, que tem como ponto principal o sistema eleitoral na UEM, que alguns defendem a volta da PARIDADE, mas ao meu ver a discussão tem que ser mais ampla, devemos discutir o VOTO UNIVERSAL, votos com pesos iguais, assim como se dá nas eleições, municipais, estaduais e federais. Vamos para o debate. A categoria realmente esteve em greve e mobilizada, apesar de em alguns momentos a diretoria do sindicato, na imagem de alguns membros não passar a segurança necessária. O COMANDO DE GREVE teve seu valor, pois haviam pessoas da base, sem vínculo com o sindicato, que me parece desacreditado, pois assim como a greve foi atípica, a sua diretoria também é, pois nela há diretor com cargo de confiança na gestão da UEM. Vamos aguardar o dia 19/10/2012, e engolir A MINUTA assim como os nossos nobres reitores a negociaram em seus pontos, com seus pontos de vistas de docentes que são. Caso não seja de nosso agrado, o embate continuará o ano que vem, com a base organizada na luta pelos seus direitos, e esperando um tratamento digno por parte do governador do Paraná que em sua campanha dizia que a Educação e aqueles que nela trabalham seriam valorizados em sua gestão. É esperar para ver, quem viver verá.

 

  • Rubia Pimenta

Moradores da Zona 7 de Maringá realizam uma manifestação, a partir das 15h desta terça-feira (21), pedindo a instalação de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no bairro. Eles pretendem se encontrar às 15h no Estádio Willie Davids de onde sairão em caminhada pela Avenida Paraná, Avenida Brasil, até a Prefeitura, onde estará acontecendo uma reunião do Conselho Municipal de Saúde.

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Segundo os organizadores, o bairro, que possui cerca de 30 mil moradores, possui 7 mil pessoas que dependem da saúde pública. Como não existe posto no bairro, eles têm que se deslocar até as unidades da Vila Esperança e Mandacaru.

Os manifestantes pedem a construção de um posto, ou a implantação dele em algum prédio, como o da sede da Secretaria de Saúde, na Avenida Prudente de Moraes. Recentemente a Prefeitura havia indicado a possibilidade dele ser construído dentro do campus da UEM, mas o Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) se manifestou de forma contrária à proposta. Desde então, vários estudos estão sendo realizados neste sentido. A reunião do Conselho de Saúde irá discutir o assunto hoje.

Fonte: http://www.gazetamaringa.com.br/online/conteudo.phtml?id=1287576&tit=greve-nas-estaduais-comeca-hoje

Paralisação dos professores será deflagrada hoje na Universidade de Ponta Grossa e se estenderá a outras instituições neste mês. Mobilização deve afetar cerca de 100 mil alunos

Professores das universidades estaduais do Paraná decidiram ontem entrar em greve até que o projeto de lei de reajuste salarial da categoria seja aprovado na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), sancionado pelo governo do estado e publicado no Diário Oficial. Os sindicatos pedem que o governo cumpra o acordo de equiparar o salário dos docentes com o dos técnico-administrativos com ensino superior que trabalham nessas instituições. A mobilização deve afetar os mais de 100 mil alunos da rede estadual de ensino superior.

As datas de deflagração da greve, decididas em assembleias sindicais realizadas ontem, são diferentes em cada universidade. Na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), a greve começa hoje. Nas estaduais de Maringá (UEM), do Centro-Oeste (Unicentro) e do Oeste do Paraná (Unioeste), a paralisação será feita a partir do dia 21. E o dia 3 de setembro é a data programada pelas universidades de Londrina (UEL) e do Norte do Paraná (Uenp).

Manifestação

500 servidores protestam em frente ao Palácio das Araucárias

Fernanda Fraga, especial para a Gazeta do Povo

Cerca de 500 servidores públicos, filiados a 12 sindicatos, participaram ontem de uma manifestação em frente ao Palácio das Araucárias, em Curitiba. O número foi repassado pelos organizadores do protesto. Organizado pelo Fórum das Entidades Sindicais (FES), o ato começou às 13 horas e, em seguida, representantes das entidades se reuniram com a Secretaria de Estado de Administração e Previdência (Seap). “Nós, servidores, decidimos que vamos continuar em alerta até que tenhamos resolvido todos os itens”, afirma Marlei Fernandes de Carvalho, coordenadora-geral do FES e presidente da APP-Sindicato, que representa os trabalhadores da educação pública do Paraná.

Dentre as reivindicações, estão um novo modelo de atendimento à saúde dos servidores e o pagamento das progressões por tempo de serviço. No caso do magistério público estadual, as exigências são o pagamento das parcelas de implementação do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN), a renovação do plano de carreira dos funcionários de escola e um reajuste de 8,59%.

“Como o governo não tem cumprido a sua palavra desde o ano passado, decidimos parar até que seja confirmada a proposta de reajuste de 31,73%, em quatro parcelas, até 2015, conforme acordamos em março”, disse Jeaneth Stefaniak, presidente do Sinduepg, sindicato que reúne os professores da UEPG.

Em março deste ano, depois de um ano de negociações, o governo prometeu aos cinco sindicatos das universidades estaduais enviar à Alep a proposta de reajuste até 1.º de maio. Como a promessa não foi cumprida e a proposta só foi encaminhada nesta quarta-feira, após a ameaça de greve dos docentes, os sindicatos disseram ter perdido a confiança no governo e, em assembleias, decidiram manter a greve até o cumprimento do acordo.

Os sindicatos questionam ainda a justificativa dada pelo governo para a demora em resolver o problema. Segundo o secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Alípio Leal, era preciso equacionar as contas do governo para não ultrapassar o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) – o Tribunal de Contas do Estado confirmou que o governo extrapolou os gastos com pessoal neste ano.

Os sindicatos apontam, no entanto, que a categoria negocia com o governo há mais de um ano, tempo suficiente para que separasse os recursos prometidos. “O governo teve desde março de 2011, quando começamos a negociar, para reorganizar as suas contas. Por que então ele firmou um novo acordo com a categoria no início deste ano se não tinha como honrá-lo?”, questiona Antonio Bosi, presidente da Adunioeste, sindicato dos professores da Unioeste.